SDPD rompe barreiras entre pessoas com deficiência e mercado de trabalho

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A inserção no mercado de trabalho não tem sido fácil para a maioria das pessoas, principalmente nos últimos tempos devido à crise econômica causada pela pandemia. Para as pessoas com deficiência o cenário pode complicar ainda mais, até mesmo porque ainda existem muitas empresas que desconhecem a lei de cotas, assim como pessoas com deficiência que não se candidatam à uma vaga porque também não sabem o seu potencial produtivo. 

Pensando em transpor as barreiras entre o empregador e o profissional com deficiência, a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SDPD), por meio do Departamento de Empregabilidade, auxilia e estimula o mercado de trabalho por meio de um suporte especializado. 

Apoio ao candidato 
“Quando o candidato entra em contato com o departamento, seja presencial, telefônico ou on-line, a gente analisa se o mesmo tem o perfil para cota. Feito isso, realizamos o cadastro desse candidato, que passa a ser inserido no banco de dados e é convidado a participar das nossas oficinas de preparação. No primeiro encontro falamos sobre o universo da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Trata-se de um grande bate-papo, porque é importante fazer a escuta desse candidato”, explica a diretora do Departamento de Empregabilidade, Patrícia Fulachio. 

Suporte à empresa    
Além do respaldo dado à pessoa com deficiência que está à procura de emprego, a equipe técnica do Departamento de Empregabilidade também oferece todo suporte para as empresas.  

“Tanto a empresa pode nos procurar, como nós fazemos a busca ativa propondo parcerias. A partir disso, as empresas disponibilizam e fazem a descrição das vagas disponíveis. Com essas informações a equipe técnica passa a buscar possíveis candidatos com perfil para a vaga. Há toda uma análise técnica para esse levantamento”, detalha Patrícia. 

Há empresas parceiras que estão à procura de novos funcionários que utilizam o espaço da SDPD para fazer o processo seletivo. Esse foi o caso do Hospitalis, que realizou no dia 27 de agosto a primeira etapa do recrutamento de colaboradores da unidade de saúde particular para a vaga de auxiliar de escritório. 

“Essa parceria é muito positiva para nós, pois a SDPD consegue filtrar as necessidades e os recursos que nós, como instituição, precisamos disponibilizar para esses candidatos. Isso representa uma otimização de tempo e aproveitamento. É uma parceria que tem cada vez mais apresentado resultados, e assim esperamos continuar, pois entendemos como uma prestação de serviço indispensável”, declara a gestora de RH do Hospitalis, Grazilene Ferreira Salles. 

Dennis Santana Padilha, de 29 anos, que conquistou seu emprego na mesma empresa por meio da indicação da SDPD, celebra a contínua parceria. 

“O suporte que a SDPD dá às empresas para contratação de pessoas com deficiência é muito importante, pois através da SDPD esses colaboradores são incluídos no mercado de trabalho. Uma porta se abre para o primeiro emprego para a pessoa com deficiência. Eu e meu irmão somos prova disso, tivemos nossas oportunidades de emprego por meio da Secretaria”, relata Dennis, que hoje é auxiliar de escritório. 

Programa Incluir 
Criado com o objetivo de diminuir as barreiras que a pessoa com deficiência encontra para o ingresso no mercado de trabalho, a SDPD mantém o Programa Incluir, que é composto por uma equipe técnica que realiza desde a busca ativa de candidatos, o monitoramento e oferece suporte à família e à empresa. 

“Existem várias barreiras, não só de acessibilidade, por exemplo, física e arquitetônica, mas barreiras nas questões de acessibilidades atitudinais. Oor isso que nós, enquanto equipe técnica, trabalhamos com essas três frentes: candidato, família e empresa, para que a gente possa cada vez mais diminuir essas barreiras que hoje também são um grande fator de impedimento desta inserção”, conclui Patrícia. 

Sobre a Lei de cotas 
A chamada Lei de cotas de número 8.213 de 1991 prevê que empresas com 100 ou mais funcionários devem ter em seu quadro de colaboradores de 2% a 5% de pessoas com deficiência.

Fonte: Secom – Prefeitura de Barueri