Jovem encontra na bocha a oportunidade de viver o esporte paraolímpico

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O jovem Marcos Cezário Silva, de apenas 14 anos, é um garoto cheio de energia e muita vontade de aprender novos desafios. Filho e irmão de atletas, Marcos sempre teve aquele tino para o esporte. Já foi até campeão de Xadrez em jogos escolares. Desta vez ele se destaca na modalidade mais inclusiva do mundo: a bocha paraolímpica.

Marcos é o mais novo membro da equipe de bocha adaptada da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Barueri (SDPD). Ele começou treinar a modalidade em novembro de 2021 e com cinco meses já estava apto a participar de campeonatos. Ao disputar o Campeonato Paulista de Bocha Paraolímpica, realizado na cidade de Suzano em abril deste ano, o atleta conquistou o terceiro lugar.

“Fiquei muito feliz. Terceiro lugar não é pra qualquer um, tem que ter muito esforço e consegui chegar lá. É um esforço que vale pena. Agora é só se preparar para disputar outras partidas”, contou Marcos, animado.

O instrutor de bocha da SDPD e técnico da equipe de bocha paraolímpica de Barueri, Caio Oliveira, conta que Marcos estreou sua participação em campeonatos com resultados surpreendentes.

“Ele competiu no Campeonato Paulista de adultos, mesmo estando em formação, ele acabou ganhando de atletas que têm 10 anos de bocha. Sem dúvida Marcos teve um desempenho acima da média”, relatou Caio.

Conhecendo o alto rendimento
Além de oferecer a prática esportiva de diversas modalidades de forma adaptada e com o objetivo de promover a socialização dos usuários, a SDPD capacita jovens e adultos para o rendimento nas modalidades de vôlei sentado e bocha. Isso significa a oportunidade de competir em alto nível esportivo.

“Hoje a equipe está com 12 atletas a nível federado. Ou seja, são atletas que disputam os campeonatos e em todas as classes. Hoje a equipe é bem dividida e metade é do sexo feminino, muitos deles com índices para disputas regionais”, conta o instrutor Caio.

Orgulho dos pais
O gosto pelo esporte não é por acaso, a família de Marcos sempre se envolveu com atividades esportivas e orgulha-se do engajamento do agora jovem atleta.

“Eu sempre gostei de futebol, já disputei os campeonatos regionais. O meu filho mais velho, de 18 anos, joga basquete e foi até campeão pelo Estado do Paraná. E agora o Marcos está aqui disputando partidas com o apoio da SDPD. Estou muito feliz e orgulhoso dele”, disse Dinevaldo Cezário Silva, pai de Marcos.

Potencialidades X limites
Marcos foi diagnosticado com tetraparalisia espástica e apresentou os primeiros sinais de dificuldade motora quando tinha seis meses de vida. Apesar do diagnóstico e os desafios impostos pela deficiência, sua família sempre olhou para seu potencial.

“É muito importante esse olhar sobre as pessoas com deficiência, principalmente ao incentivar o esporte paraolímpico. A SDPD acolheu não só o meu filho, mas toda a família”, comenta Dinevaldo sobre o trabalho da SDPD.

A equipe técnica da SDPD, composta por profissionais especializados, realiza um trabalho cuidadoso com cada usuário, sempre respeitando o limite de cada um.

“No caso do Marcos, primeiro foi apresentado à modalidade, ao demostrar interesse pela bocha, conseguimos trabalhar seu potencial e inseri-lo no alto rendimento. Todo esse trabalho é feito sempre sob um olhar técnico e humanizado. Mas, independentemente do usuário ir para o rendimento, a proposta é instigá-lo a reconhecer o seu potencial, não só no esporte, mas em todas as áreas”, explica o secretário da SDPD, Carlos Roberto da Silva (Prof. Carlinhos).

Entendendo a bocha
A bocha paraolímpica é considerada a modalidade esportiva mais inclusiva do mundo. Isso porque ela permite a participação de atletas com deficiências severas, como paralisia cerebral, já que podem ser utilizados equipamentos que auxiliam nos arremessos das bolas.  O objetivo de jogo é lançar bolas o mais perto possível de uma outra bola branca.

Fonte: Secom – Prefeitura de Barueri