Aedes aegypti: ações de combate são adaptadas durante a pandemia

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Vai verão, vem verão e com ele um incômodo bastante conhecido do brasileiro: o Aedes aegypti. Esse mosquitinho de meio centímetro e hábitos predominantemente diurnos pode transmitir, além da dengue, os vírus da chikungunya, zika e febre amarela. Mas é importante lembrar que esse cuidado deve ser mantido o ano inteiro, porque o mosquito não tira férias.

Para um inimigo tão perigoso, nada como ter um aliado dedicado a combatê-lo. Em Barueri esse trabalho cabe à equipe de Vigilância de Arboviroses, vinculada ao Departamento Técnico de Controle de Zoonoses (DTCZ), da Coordenadoria de Vigilância em Saúde.

Essa equipe é responsável, entre outras atividades, pelas ações de campo que visam a combater os criadouros do mosquito e orientar a população para a devida prevenção.

Neste momento de pandemia, segundo informações da Vigilância de Arboviroses, alguns procedimentos foram revistos por recomendação da Instrução Normativa nº 08/2020-CGARB/DEIDT/SVS/MS. Justamente por isso a ação dos moradores para evitar criadouros é ainda mais urgente.

As atividades no interior dos domicílios, por exemplo, estão suspensas. Os profissionais foram orientados a avaliar apenas as áreas externas (frente, lados e fundos do quintal ou terrenos). Já as vistorias motivadas por denúncias estão sendo realizadas com restrições. De 1º de janeiro a 16 de março, o órgão recebeu 68 reclamações relacionadas a criadouros, sendo 44 via telefone e e-mail e 24 por meio do APP.

A Instrução Normativa também recomenda aos agentes evitar aglomeração nos veículos de saída a campo e ter atenção aos imóveis onde há pessoas com sintomas de Covid-19. Nesse caso, a diretriz é registrar e não entrar na residência.

Saiba como ficou:

  • as atividades de Avaliação de Densidade Larvária (ADL), que consiste na coleta de amostras para análise, estão suspensas;
  • as vistorias de criadouros, baseadas em denúncias, ocorrem com restrições;
  • as vistorias de Pontos Estratégicos — locais cadastrados para visitas quinzenais onde há muitos criadouros, como ferros velhos, cemitérios, viveiros de plantas, depósito de carros — ocorrem normalmente;
  • as vistorias de Imóveis Especiais — locais cadastrados para visitas trimestrais onde há risco de transmissão rápida de arbovírus (vírus em que parte da replicação ocorre em insetos), como escolas, unidades de saúde, estabelecimentos públicos — ocorrem normalmente.

O combate ao mosquito é uma tarefa coletiva
Além do trabalho incansável da equipe de Vigilância de Arboviroses, a Prefeitura atua regularmente, através de suas Secretarias, por todo o município, fiscalizando e promovendo atividades de zeladoria.

Só que todo esse trabalho sem o apoio da população pode ficar comprometido, afinal, 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das residências. Então é fundamental que todos se comprometam com ações de prevenção, como colocar areia nos vasos de plantas, não deixar recipientes com água parada, limpar calhas e ralos, manter caixas d’água e lixeiras bem tampadas e potes de água dos pets higienizados (para saber mais dicas, clique aqui). No caso de condomínios, é papel da administração manter as áreas coletivas limpas e sem focos do mosquito. Vale lembrar que a aplicação de inseticidas (dedetização) sem a eliminação prévia dos criadouros é pouco efetiva no controle.

“Dependemos muito da participação da população. É importante que cada cidadão se organize e vistorie o imóvel onde mora pelo menos uma vez por semana, promova a limpeza diária do ambiente e elimine os possíveis criadouros. Assim podemos conter a transmissão e diminuir os casos de dengue no município”, comenta Rosana Ambrogini, coordenadora de Vigilância em Saúde.

Dados da Vigilância Epidemiológica do município mostram que de 1º de janeiro a 17 de março, 35 casos de dengue foram notificados, sendo 25 residentes em Barueri. Desses 25 casos, apenas um foi confirmado e 17 descartados. Os outros sete estão sob análise.

Serviços
Dúvidas sobre como se prevenir ou informações relacionadas às arboviroses (dengue, zika, chikungunya, mayaro ou febre amarela) — Vigilância de Arboviroses: 4198 5679.
Imóveis abandonados e terrenos baldios com vegetação alta, lixo e recipientes descartados indevidamente — anote o endereço e procure a Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema): 4199 1500.
Mato, lixo e entulho em locais de uso público — Secretaria de Serviços Municipais: 4162 7300.

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Essa matéria contém fotos de arquivo, anterior à pandemia

Fonte: Secom – Prefeitura de Barueri