Superpopulação de pombos acarreta transtornos à saúde pública

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Os pombos são aves de origem europeia que se espalharam por quase todo o planeta e que se reproduzem com extrema facilidade, graças às inúmeras áreas que encontram para a formação de ninhos (telhados, frestas de forros, torres de igrejas, beirais de janelas).

Na natureza, essas aves se alimentam de insetos, sementes, vermes e plantas, mas nas áreas urbanas encontram  uma forte aliada: a falta de conscientização de parte da população que armazena lixo em locais inadequados.

Outra parte da população adquiriu o hábito de alimentar deliberadamente essas aves. Jogam restos de comida uma ou várias vezes por dia no mesmo local e os bichinhos vão se fartar.

Riscos para a saúde
As fezes dos pombos podem transmitir dezenas de doenças, dentre elas a criptococose (inflamação no cérebro e meninges), a salmonelose (infecção intestinal) e histoplasmose (infecção pulmonar provocada por um fungo). As penas, piolhos e ácaros dessas aves podem causar dermatites e alergias.

Os sintomas geralmente são a falta de ar, espirros constantes, coriza, fraqueza e dores musculares intensas.  Deve-se, portanto, evitar aproximação e qualquer tipo de contato com essas aves, e orientar crianças a não correr atrás de pombos para provocar revoadas.

Quem se alimenta da carne de pombo pode contrair a toxoplasmose, doença grave, cujos sintomas são similares à de uma gripe ou da dengue. Nas gestantes, os riscos são a má-formação no feto (microcefalia, macrocefalia) e até o aborto em casos mais graves.

O que fazer?
Primeiramente, diminuir toda e qualquer forma de abrigo, oferta de alimento e água a esses animais. Lembre-se: não deixar a água parada contribui também para a eliminação de focos de dengue.

Recomendações: 
– armazenar lixo em embalagem com a boca amarrada, em lixeira que impeça o acesso de animais e em horário próximo ao da coleta;
– manter rações de animais e alimentos de pássaros em local fechado na residência;
– não alimentar pombos nem jogar restos de alimentos em logradouros públicos e em terrenos baldios;
– denunciar estabelecimentos comerciais e residências que contribuem para a proliferação da população de pombos.

Dificultar o acesso
A preocupação com os pombos deve começar já na construção dos imóveis, com o impedimento do acesso de animais às áreas como quintais, frestas de telhados e forros, aparelhos de ar condicionado.

Dicas:
– adequação de estruturas metálicas e de madeira de garagens, toldos, lavanderias etc;
– instalação de telas em locais de fácil acesso às aves;
– implantação de estruturas pontiagudas em telhados e beirais que impeçam o pouso das aves.

Manutenção
Como as zoonoses são transmitidas essencialmente pelas fezes dos pombos, deve-se tomar as seguintes precauções por ocasião da lavagem de áreas afetadas:

– usar óculos de proteção, máscara, luvas e botas;
– umedecer bem as fezes em solução de água sanitária ou quaternário de amônia e água na mesma proporção;
– utilizar vassouras e pano úmido.

Lembretes: 
– a responsabilidade pela manutenção e adequação dos imóveis é dos proprietários;
– matar pombos é crime previsto na Lei Federal nº 9.605/98 (de crimes ambientais) e também na Lei Federal 1095/19 (maus-tratos a animais) e sujeitam os infratores a pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição de guarda.

Telefones úteis
(11) 4163-1049 (Vigilância Sanitária) – Denúncias
(11) 4198-5679 (Departamento de Zoonoses).

Fonte: Secom – Prefeitura de Barueri