Outubro Rosa: ‘O melhor tratamento é o diagnóstico precoce’, diz mastologista

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O médico especialista em mastologia e oncoginecologia, José David Kandelman, em palestra promovida na quarta-feira (dia 20) pela Secretaria da Mulher como parte da programação da campanha “Outubro Rosa não faz quarentena”, afirmou que a mamografia é único exame que pode diminuir a mortalidade causada pelo câncer de mama quando detectado em fase inicial.

“É estatiscamente comprovado que a mamografia é o único exame que efetivamente diminui a mortalidade de câncer de mama. Ela detecta tumores iniciais quando eles sofrem calcificação. A mamografia isoladamente detecta 90% dos tumores de mama. O exame associado ao ultrassom de mama em conjunto diagnostica 95% dos tumores de mama”, afirma o mastologista.

O câncer mamário é o segundo tipo de câncer mais frequente e é o primeiro entre as mulheres com idade acima de 40 anos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que ocorrerão uma média de 70 mil novos casos da doença por ano.

A incidência do câncer de mama está relacionada ao crescimento desordenado das células que pode ser ocasionado por fatores ambientais no que tange ao estilo de vida, como consumo de álcool, tabagismo, sedentarismo e fatores hereditários que estão presentes em 5 a 15% dos casos.

“Caso a paciente tenha um familiar de primeiro grau que teve câncer de mama antes dos 40 anos de idade, é recomendado que a mamografia seja realizada dez anos antes da idade de aparecimento do primeiro tumor em parentes de primeiro grau. Exemplo:  se sua mãe teve câncer de mama aos quarenta anos, você, filha dela, fará a sua primeira mamografia aos trinta anos”, orienta Kandelman.

O mastologista citou os avanços da medicina e disse que cada vez mais a mastectomia (retirada total da mama) tem sido substituída por técnicas menos invasivas, por meio de procedimentos com uso de tecnologias como a cirurgia robótica, por exemplo. 

Tratamentos disponíveis
Entre os principais tipos de tratamento estão cirurgias como a mastectomia e a quadrantectomia (quando retirada parte da mama), sendo curativa quando realizada em fase inicial da doença.

Para o tratamento quimioterápico são utilizados medicamentos via oral ou venosa, e para a radioterapia são utilizadas radiações ionizantes. Ambos os tratamentos têm como objetivo atacar as células cancerígenas. Os tratamentos são indicados conforme cada quadro clínico, de acordo com avaliação médica.

Câncer ginecológico
O especialista também abordou a incidência de outros tipos de câncer no que tange à saúde da mulher,  como o câncer ginecológico.

Os tipos de tumores existentes são o câncer de colo de útero, de ovário, endométrico e câncer na vagina (mais raro). Os sintomas que servem de alerta são os sangramentos fora do ciclo menstrual, após a relação sexual ou após a menopausa, além de dores no baixo ventre que não respondem a tratamentos.

Entre os tumores mais recorrentes está o câncer de colo de útero, que apesar do alto índice de mortalidade (é a quarta causa mais frequente de morte por câncer em mulheres), é o de diagnóstico mais fácil, por meio do exame preventivo com a coleta do Papanicolau, indicado para mulheres com a vida sexual ativa.

“Quase 100% dos casos de câncer de colo de útero estão relacionados com o vírus do HPV, que é transmitido sexualmente, portanto, o uso do preservativo ainda é a forma mais eficaz para evitar o câncer de colo de útero”, alertou o especialista.

Fonte: Secom – Prefeitura de Barueri