A maioria dos brasileiros já foi medicada, ao menos uma vez na vida, com algum tipo de antibiótico. Esse medicamento é utilizado para eliminar bactérias do organismo sem danificar as células do corpo. Incapazes de eliminar vírus e fungos, os antibióticos são exclusivamente bactericidas e representam uma grande variedade de fármacos, o problema é que seu uso indevido ou indiscriminado pode causar – como de fato tem causado – uma onda de “superbactérias” mundo afora.  

O tema foi amplamente discutido durante o encontro entre farmacêuticos e técnicos de farmácia da rede de Barueri. Também foram convidados membros da equipe de nutrição – ambos ligados à Secretaria de Suprimentos –, já que o uso de medicamentos precisa estar sempre aliado à alimentação. O encontroque ocorreu no dia 27 de março, no auditório da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (SADS), faz parte da agenda mensal de formação continuada da equipe da farmácia.  

 

Antibioticoterapia 

A farmacêutica Jackeline Fernanda dos Santos conduziu a oficina. Ela discorreu sobre os mais diversos tipos de antibióticos, os novos antimicrobianos que têm surgido, trouxe um demonstrativo dos mecanismos de resistência pelo uso indiscriminado desse tipo de remédio e um panorama atual da resistência bacteriana no Brasil, entre outros detalhes. “A resistência bacteriana está sendo uma crescente e o papel do farmacêutico é atuar no sentido de minimizar o máximo possível esse uso indiscriminado e fazer com que tenha um efeito mais satisfatório”, disse a profissional. 

Ela explica que a intenção é promover uma atualização entre os profissionais sobre como os antibióticos agem no organismo e como as bactérias estão conseguindo desenvolver mecanismos de resistência. “É um tema muito atual”, justifica Jackeline. “Seja por não fazer o tratamento pelo tempo adequado ou pela bactéria ser intrinsicamente resistente, ela não cede à ação daquele antibiótico e isso vai agravando as doenças com o passar do tempo. Tem que ser sempre renovada essa gama de antibióticos existente, sempre criando novas estratégias farmacológicas para você poder tratar a bactéria resistente”, explica.  

Conforme foi discutido na oficina, o médico deve agir em conjunto com o farmacêutico, porque são capacitados a orientar, tendo, inclusive, acesso ao prontuário do paciente, podendo até indicar se ele já fez uso do medicamento que está sendo prescrito. Já no trato com o paciente, o farmacêutico reforça que ele deve fazer o tratamento pelo tempo recomendado e verifica se a dose está dentro do preconizado nos protocolos de cada medicamento, por exemplo.  

É importante lembrar que esses profissionais estão presentes não apenas na Farmácia Municipal, mas também dentro de cada uma das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.   

 

Unindo forças com a nutrição 

A nutricionista e coordenadora técnica de suprimentos da rede, Ana Helena Spolador Ribeiro, esteve presente no encontro representando a equipe de nutricionistas da rede. O objetivo é que esses profissionais unam forças, já que, muitas vezes, a alimentação pode influenciar na ação do remédio prescrito. 

Acho que essa parceria serve para interligarmos os conhecimentos e a atuação de ambos os profissionais, visando melhorar a qualidade de vida, o estado nutricional e potencializar os efeitos propostos por ambos os tratamentos – medicamentoso e nutricional”, afirma Ana.  

Ela admite que, algumas vezes, pensando apenas na atuação nutricional, o profissional acaba esquecendo de toda a interação dos demais atores e tratamentos na terapia proposta. “Esses encontros interdisciplinares servem para abrir os horizontes a todo esse leque de possibilidades”, conclui.  

Também presentes nos equipamentos de saúde do município, os nutricionistas da rede atuam conjuntamente com os farmacêuticos para oferecer um atendimento seguro e de qualidade ao cidadão.  

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