Cultura integra ação com ator e diretor Rui Ricardo Diz

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Após os alunos do curso de teatro das Oficinas de Artes de Barueri assistirem à peça-filme “Como Todos os Atos Humanos”, o secretário e Cultura e Turismo de Barueri, Jean Gaspar, foi convidado a participar de um bate-papo, nesta quinta-feira, dia 3, às 16h, com Rui Ricardo Diz, da Cia de Sopro, diretor e ator do espetáculo on-line, e com a atriz Fani Feldman.

O evento será exibido gratuitamente pelo canal do Youtube Cia do Sopro até o dia 6 de junho, sempre às 16h, seguido de bate-papo, e às 21h. Classificação: 16 anos.

O diretor Rui Ricardo começou sua jornada teatral em Barueri como aluno das Oficinas de Artes, se tornou professor, estudou no teatro Tuca, da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, em 1994/95, na Faculdade Belas Artes de São Paulo em 1998 e na International School of Corporeal Mime, em Londres, 2007. Deu vida ao ex-presidente Lula no filme “Lula, o Filho do Brasil”, pelo qual foi indicado pela ACIE como melhor ator.

A peça-filme trata, de forma simbólica, do “feminino” refém do patriarcado, da violência explícita ou mesmo velada a que a mulher vem sendo submetida ao longo da história. À medida que vai contando seu crime, deixa entrever agudos e finos traços de inteligência e sensibilidade que revelam o seu raciocínio lógico, mas que também confundem, desarrumam e inquietam.

A partir das obras de Marina Colasanti, Nelson Coelho (1928-2014) e Giorgio Manganelli (1922-1990), a peça-filme tem dramaturgia e atuação de Fani Feldman, direção de Rui Ricardo Diaz, assistência de direção de Plínio Meirelles, preparação de Antonio Januzelli e direção de vídeo de Munir Pedrosa.

Construída a partir de referências visuais dos pintores Francis Bacon, Edvard Munch e René Magritte, a peça aborda a ‘naturalização da violência’ e leva à cena uma narrativa tétrica na qual a filha, obcecada por seu pai e por ele subjugada, termina por incidir simbolicamente no aniquilamento arquetípico do patriarcado e de toda a vigília que a redoma masculina exerce sobre a mulher.

“Como Todos os Atos Humanos é, para mim, mais do que minha própria voz em estado de grito. Um suspiro aliviado que me sai violento, brutal e inteiro”, diz Fani Feldman, ressaltando que o espetáculo não se trata apenas da peça filmada, mas sim de uma outra linguagem da cena para a tela.

De acordo com Fani, na experiência on-line, não temos mais o “aqui”, mas o “agora” permanece, e é sobre ele que os “artistas da presença” em meio a uma pandemia, vem se debruçando. Um momento de resistência, sobrevivência e reinvenção. E é claro que, de todo momento caótico, a adversidade pode ser capaz de gerar um mundo de novas possibilidades.

Fani Feldman é atriz e produtora cultural, formada pela Escola de Arte Dramática EAD–ECA-USP e pela Escola Livre de Teatro. No teatro, seus trabalhos mais recentes são “Insones”, com direção de Kiko Marques; “Hotel Mariana”, com direção de Herbert Bianchi; “Scavengers”, com direção de Francisco Medeiros, entre outros.

Na TV, Rui Ricardo Diz estará na segunda temporada da série “Segunda Chamada”, da TV Globo. Ele protagonizou “Impuros”, da FOX Premium, com direção de Renê Sampaio e Tomás Portella; foi o Barão na novela da TV Globo “O Tempo não Para”. Está ainda na série “Irmãos Freitas” do canal Space.

O ator e diretor esteve na série “Augustas”, da TNT; e também na série “Supermax”, da Rede Globo, além de “Death Corner”, com direção de Frederic Berthe (Studio +). No cinema, o mais recente trabalho de Rui Ricardo Diz é “Blitz”, de Bosco Brasil, com direção de Renê Brasil. Protagonizou o filme “Aos Ventos Que Virão”, de Hermano Penna, e atuou em “Rondon, o Desbravador”, de Marcelo Santiago; “A Floresta Que Se Move”, de Vinicius Coimbra; “De Menor”, de Caru Alves de Souza (melhor filme no Festival do Rio de Janeiro/2013).

Na TV fez também a novela “Lado a Lado”, da TV Globo, em 2013. Entre suas peças, destaque para “A Hora e Vez” da Cia do Sopro, com direção de Antonio Januzelli; “O Anjo de pedra”, de Tennessee Williams; “A propósito da chuva”, de Dostoievski; e “O Cobrador”, de Rubem Fonseca.

Fonte: Secom – Prefeitura de Barueri