O prefeito de Osasco, Rogério Lins, do “I Fórum Infância Sem Pornografia”, promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família da Câmara Municipal. O evento aconteceu na Sala Osasco e contou com a participação da sociedade civil, religiosos, autoridades e vereadores. A mesa solene foi composta pelos vereadores Lúcia da Saúde, Daniel Matias, Rogério Santos e Ricardo Silva.

O evento foi uma oportunidade para discutir políticas públicas de combate à pornografia infantil e a implantação do Programa de Proteção para Infância, estabelecido pelo legislativo osasquense por meio do Projeto de Lei nº 37/2018.

Dr. Adriano Lima, psicólogo clínico, membro da Associação Brasileira de Psicólogos em Ação (Abrapsia), e Dra. Inez A. Borges, psicóloga, especialista da Cultura da Integridade, mestre em Educação pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação – Mackenzie, fizeram palestras sobre as ações de proteção às crianças e adolescentes brasileiros contra os abusos, inclusive sexuais.

“É urgente a discussão sobre a pornografia infantil. As crianças e adolescentes que passam por esse tipo de trauma correm sérios riscos em seu desenvolvimento e em sua integridade. Por conta do sentimento de culpa, de não poder revelar esse segredo, muitas desenvolvem quadros sérios de estresse, depressão e ansiedade, além das dificuldades de estabelecer relações de confiança, por exemplo”, explicou Dra. Inez.

“Estamos aqui hoje para aprendermos e discutirmos juntos sobre os direitos e proteção de nossas crianças contra esse e outros tipos de violência.Parabéns ao Legislativo e a todos os envolvidos nesta iniciativa”, disse Rogério Lins.

Também participaram do Fórum, os vereadores Ralfi Silva e Dr. Renato Bonin (Osasco),  Silvio Macedo (Barueri), Luciano Barbieri e Cida Carlos (ambos de Carapicuíba), padre Alexandre, da Diocese de Osasco; missionária Dionizia Luvizotto, da Igreja do Evangelho Quadrangular; Sidmar Pall, do Conselho Tutelar de Osasco; os secretários Gelso de Lima (Relações Institucionais), Osvaldo Vergínio (Transportes), Valdeci Magdanelo (Segurança e Controle Urbano); Deise Ventura (secretária adjunta de Assistência Social); Alexandre V. Carnelós, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Osasco; Renato F. Sanches, secretário da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Osasco, entre outros.

Pornografia Infantil no Brasil

Segundo a ONG SaferNet Brasil, as denúncias sobre pornografia infantil na internet aumentam a cada ano. Em 2017, houve aumento de 18,87% no número de denúncias de páginas na internet com conteúdo de pornografia infantil. O número de operações e prisões de agressores sexuais que distribuíam pornografia infantil também aumentou, segundo o último levantamento da ONG. Enquanto em 2016 foram 61 operações e 140 agressores presos, em 2017 foram deflagradas 245 prisões e 110 operações de combate a esse tipo de crime no Brasil.

A violência sexual é crime e deve ser reportada às autoridades. É de extrema importância que pais e educares fiquem atentos ao comportamento dos filhos. Muitas vezes eles podem estar sofrendo esse tipo de violência e não sabem como reagir. Alguns sinais de abusos são evidentemente apontados como mau desempenho escolar, ocasionado pelas dificuldades de concentração, sono agitado, pesadelos recorrentes, perda ao aumento do apetite, regressão, como voltar a chupar o dedo ou fazer xixi na cama, reprodução de órgãos sexuais em desenhos ou mesmo por palavras, entre outras manifestações.

Denúncia

Em casos de suspeita de que algo possa estar errado com seu filho ou alguma criança que conheça, peça a ajuda de um psicólogo ou denuncie anonimamente através do Disque 100 (Disque Direitos Humanos) ou do 180 ou recorrer. Você também pode recorrer ao Conselho Tutelar mais próximo.

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