Higienização das mãos: um ato simples que salva vidas

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Nunca se falou tanto sobre a importância da correta e constante higienização das mãos. A pandemia causada pelo novo coronavírus trouxe à tona uma maior consciência sobre o quanto a lavagem das mãos é fundamental para evitar a propagação tanto do Sars-Cov-2 quanto de outros vírus, além de prevenir infecções e garantir a segurança de todos.

No calendário da Saúde o ato tem até uma data comemorativa: 5 de maio, Dia Mundial da Higienização das Mãos. Isso porque dentro de hospitais e unidades de saúde é mais do que um hábito, é um protocolo previsto nos programas de segurança ao paciente. O quadro pandêmico, no entanto, fez a questão extrapolar os muros hospitalares e passar a fazer parte da rotina de todas as pessoas, afinal, é uma das maneiras mais eficazes de combater doenças, inclusive a Covid-19.

“A higienização das mãos é uma medida de prevenção de transmissão de diversas doenças. As principais formas de transmissão ocorrem quando há o contato do micro-organismo com olhos, nariz e boca por meio de mãos contaminadas. Por isso, manter as mãos higienizadas evita o risco de adquirir algumas doenças, explica a diretoria de enfermagem de Barueri, Fernanda Lucas Medeiros.

Fernanda destaca algumas situações em que esse cuidado é mais necessário. “Recomendamos realizar a higienização das mãos em alguns momentos: ao tocar nos olhos, nariz ou boca; ao ter contato com um item ou superfície que possa ser frequentemente tocada por outras pessoas, como maçanetas, celular, mesa, interruptores,  entre outros; antes, durante e depois de manipulação de alimentos; e antes e depois de usar o banheiro”, ensina.

Dentro das unidades de saúde de Barueri há um trabalho constante de conscientização da lavagem das mãos. Segundo Fernanda, ela ocorre a cada seis meses. “Essa ação de Educação Permanente sobre higienização das mãos é protocolo e ocorre in loco semestralmente nos equipamentos de Saúde da Atenção Básica pela equipe de enfermagem, garantindo qualidade e segurança ao paciente durante o serviço prestado”, diz.

A diretora frisa, inclusive, que devem  higienizar as mãos todos os profissionais que trabalham em unidades de saúde, que mantêm contato direto ou indireto com os pacientes, que atuam na manipulação de medicamentos, alimentos e material estéril ou contaminado, bem como visitantes e acompanhantes.

Forma correta de higienizar as mãos
A correta higienização das mãos não deve ser seguida apenas por profissionais de saúde em ambientes hospitalares. O ideal é que se torne um hábito de todos em qualquer lugar e situação, inclusive em casa e nos ambientes de trabalho, e não apenas agora, diante da pandemia.

Água e sabão ou álcool em gel 70% são os produtos ideais para uma boa assepsia das mãos. Mas não basta apenas passar os produtos, é necessário seguir alguns procedimentos, como os apontados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária):

  1. Abra a torneira e molhe as mãos, evitando encostar na pia.
  2. Aplique na palma da mão quantidade suficiente de sabonete para cobrir todas as superfícies das mãos.
  3. Ensaboe as palmas das mãos, friccionando-as entre si.
  4. Esfregue a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda (e vice-versa) entrelaçando os dedos.
  5. Entrelace os dedos e friccione os espaços interdigitais.
  6. Esfregue o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta (e vice-versa), segurando os dedos, com movimento de vai-e-vem.
  7. Esfregue o polegar direito, com o auxílio da palma da mão esquerda (e vice-versa), utilizando movimento circular.
  8. Friccione as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita, fechada em concha (e vice-versa), fazendo movimento circular.
  9. Esfregue o punho esquerdo, com o auxílio da palma da mão direita (e vice-versa), utilizando movimento circular.
  10. Enxágue as mãos, retirando os resíduos de sabonete. Evite contato direto das mãos ensaboadas com a torneira.
  11. Seque as mãos com papel-toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos.

Fonte: Secom – Prefeitura de Barueri