Cetas completa nove anos protegendo animais silvestres

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O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), ligado à Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente de Barueri (Sema), nasceu em 2012 e está comemorando este ano, mais precisamente em 29 de agosto, nove anos de existência. O serviço atua no acolhimento e recuperação de animais silvestres retirados da natureza por tráfico, entrega voluntária, maus-tratos ou expulsos de seu local de origem pelas queimadas ou pelo crescimento populacional desordenado.  

O Cetas de Barueri é considerado modelo em toda região, tanto pela infraestrutura como pelo trabalho que é realizado na proteção e recuperação das espécies. O local tem capacidade de receber até 3 mil animais por ano. São 51 recintos, sendo 39 deles de reabilitação de mamíferos e aves, nove para quarentena e três para reabilitação de répteis. O espaço ainda conta com biotério, berçário, ambulatório, internação, laboratório, cozinha, depósito, vestiários, administração e copa. 

Uma equipe especializada atua no serviço. São veterinários, biólogos e tratadores que registram, identificam, prestam atendimento e realizam treinamento de reintegração do animal ao seu habitat. Após a reabilitação, o animal é encaminhado para áreas de soltura, em regiões de ocorrência de sua espécie ou para criadouros autorizados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) ou pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. 

O diretor de Biodiversidade da Sema, Ivan Vanderley Silva, fala com orgulho do trabalho desenvolvido na unidade. “É gratificante perceber que estamos  no 9º aniversário de existência. O Cetas é fruto de um trabalho técnico desenvolvido pela equipe desde sua origem. Equipe que se empenha diariamente, inclusive aos fins de semana e feriados, para dar assistência aos animais, desenvolver métodos de reabilitação e manter a consistência dos trabalhos”, declara. Ivan adianta que vem muito mais por aí: “sabemos que ainda temos muito para fazer e uma nova fase do Cetas está sendo planejada. Está no início, mas visa agregar mais tecnologia, pesquisa e difusão de conhecimento ara sociedade”. 

Em números  

Nesses nove anos de existência, o Cetas já recebeu cerca de 11 mil animais. O principal motivo de recebimento para recuperação e posterior repatriamento das espécies é o tráfico de animais silvestres. A atividade ilegal retira cerca de 38 milhões de animais da natureza e movimenta entre R$2,5 e R$3 bilhões anualmente, segundo a Renctas (Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres). 

Preservação 

A bióloga responsável pela unidade, Erika Sayuri, recomenda que as pessoas não comprem animais silvestres, fazendo com que esse comércio perca força e muitas espécies deixem de ser retiradas de seu habitat natural. Caso encontre algum animal ferido ou doente, procure a unidade para socorro e devolução ao seu local de origem.  

“Não alimente o tráfico de animais silvestres! Algumas pessoas acham que ajudam o animal quando o compram para retirar das mãos do traficante, mas na verdade estão só fazendo com que o tráfico seja uma fonte de renda cada vez mais lucrativa para o traficante. Não compre animais que não sejam legalizados, ou seja, devem ter nota fiscal e marcação comprobatória de que são oriundos de criadouros regularizados”, aconselha a especialista.  

Resgate 

Ao encontrar animais silvestres em áreas urbanas, jamais os capture. Na maioria das vezes eles retornam ao seu local de origem. Mas caso esteja ferido ou em situação de risco, entre em contato com a Guarda Civil Municipal pelo número (11) 4689-0314 ou com outro órgão ambiental (Polícia Militar Ambiental, Secretarias de Meio Ambiente, Defesa Civil etc.) para que seja encaminhado ao Cetas. Para resgates, denúncias de comércio ilegal ou de maus-tratos, entre em contato com a Polícia Ambiental pelo telefone 4789-0905. 

Onde fica? 

O Cetas está localizado na estrada Dr. Cícero Borges de Moraes, 3211, Bairro dos Altos. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h (exceto feriados). Mais informações pelo telefone (11) 4689-0314.

Fonte: Secom – Prefeitura de Barueri