Nova UBS Maringá promove 2º encontro de Empoderamento Feminino

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Maria Cleusa Salviano passou a prestar mais atenção em si mesma só depois que ficou viúva. “Até então eu vivia para os outros; cuidei do meu marido durante dez anos, quando ele ficou doente, e me escondia até para chorar. Depois que ele se foi, passei a cuidar mais de mim, sair, viajar”, conta, diante do grupo reunido no quiosque na área externa da Nova UBS Maringá. Ela foi uma das participantes do 2º Encontro Empoderamento Feminino Nova UBS Maringá, realizado na tarde de quinta-feira (13). O encontro – que não reuniu somente mulheres – teve como tema o amor próprio e a importância da autoestima para a saúde física e mental. “O empoderamento feminino é um tema importante para nós homens também”, disse Fernando Ienne, presente ao encontro.

Conduzido por Daiana Pantaleão, psicóloga do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e a enfermeira da UBS Luciana Marinho, o evento abordou sonhos, problemas e realizações do dia a dia, e a necessidade de cada uma reservar um tempo para cuidar de si. As mulheres foram incentivadas a externar pequenos desejos – como ter uma bonita mesa de café da manhã, comer um chocolate sem culpa ou desfrutar de uma festa de aniversário – e realizá-los diante do grupo, utilizando objetos disponibilizados pela UBS, ao mesmo tempo em que falavam sobre as dificuldades em concretizá-los no cotidiano.

Para a enfermeira da Saúde da Família Gleice Frias, o encontro estimula discussões sobre saúde em seus vários aspectos. “É uma ocasião também para mostrarmos os serviços oferecidos pela Nova UBS à comunidade, como os exames da saúde da mulher”, afirmou. Segundo ela, a proposta é que todos se sintam acolhidos, esclarecendo dúvidas e interagindo com os palestrantes.

“Essa é uma ocasião para aproximar a comunidade e discutir temas que fazem parte da vida das pessoas. Violência doméstica, por exemplo, foi discutida no primeiro encontro”, opina Vera Lúcia Bueno Rodrigues, que reside na Vila Maringá e esteve presente também ao encontro anterior, realizado em março. “Nos faz muito bem. Teve gente que chegou quietinha no primeiro encontro e no final já estava cantando”, disse.